Viagem oficialmente patrocinada pela casa dos pais!!!!!! A Residencial Chaimite 45 oferece 3 depósitos à conta! (ainda que eu continue a pensar que o acto de beneficiência deve ser para assegurarem que temos gasolina suficiente para regressar a casa...)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Aisha no País dos Exilados
O Campeonato acabou. Dizem que foi um sucesso. Terá sido. O que me importa agora são os 50 dias úteis de férias por gozar. Lisboa - Almeria - Ghazouet - Tunis - Ghazouet - Lisboa, 5000 kms +/-. 25 dias. A moto (quase) pifou, faltou o tempo para o visto, o amigo argelinou não enviou a carta como devia, a reserva do ferry não funcionou. E ainda nem partimos.
São dias que prometem, pelo menos mais do que outros. Porquê atravessar a Argélia? Porque nunca gostei de destinos fáceis. Porque mais que três dias estendida ao sol num qualquer paraíso viro frango no churrasco. Porque acho piada. Porque é possível. Porque tenho lá um amigo. Porque sempre gostei de construções na areia e música árabe. Porque têm uns chás porreiros. Porque é muiiiiito mais barato atravessar o Mediterrâneo por Almeria do que por Civitavecchia e Palermo.
A minha versão será a da pendura. A qual acredito que em muitos dias será a da pendurada! Se não resisto a 5 minutos de sofá, quero ver como é que me vou aguentar acordada sem me atirar para a estrada... A partir da próxima segunda-feira, as actualizações vão depender do cybercafé mais próximo. Até lá, só dependem mesmo do estado de preguiça mental que insiste em não ir embora.
Os exilados vêm a propósito de Niemeyer - entre outros que ficam para mais tarde, o arquitecto brasileiro, exilado em Paris à custa do seu comunismo desenhou a Universidade Mentouri de Constantine e a Mesquita de Argel. Agora só me falta saber se me deixam entrar.
São dias que prometem, pelo menos mais do que outros. Porquê atravessar a Argélia? Porque nunca gostei de destinos fáceis. Porque mais que três dias estendida ao sol num qualquer paraíso viro frango no churrasco. Porque acho piada. Porque é possível. Porque tenho lá um amigo. Porque sempre gostei de construções na areia e música árabe. Porque têm uns chás porreiros. Porque é muiiiiito mais barato atravessar o Mediterrâneo por Almeria do que por Civitavecchia e Palermo.
A minha versão será a da pendura. A qual acredito que em muitos dias será a da pendurada! Se não resisto a 5 minutos de sofá, quero ver como é que me vou aguentar acordada sem me atirar para a estrada... A partir da próxima segunda-feira, as actualizações vão depender do cybercafé mais próximo. Até lá, só dependem mesmo do estado de preguiça mental que insiste em não ir embora.
Os exilados vêm a propósito de Niemeyer - entre outros que ficam para mais tarde, o arquitecto brasileiro, exilado em Paris à custa do seu comunismo desenhou a Universidade Mentouri de Constantine e a Mesquita de Argel. Agora só me falta saber se me deixam entrar.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Podia ser uma nefelibata magrebina!...
Está quase. 20 dias. Mais 20 dias, diminuo a probabilidade de ter um ataque cardíaco e aumento a esperança de vir a ter uma vida. E 11 dias depois começará a aventura magrebina, de outros tantos 20 dias e 5000 quilómetros a cuspir cuscus do aparelho dos dentes.
O bigode de Zeus
Estou literalmente em contagem decrescente, em modo campeonato, mas ainda assim consigo fazer umas breves pesquisas. Eu que já estava com ideias de ficar por lá exilada, descobri que nem nisto consigo ser original. Não é que Manuel Teixeira Gomes, 7º presidente da primeira república portuguesa, num puro devaneio literário e fartinho da política caseira, auto-exilou-se em Argel? Embarcou num paquete chamado Zeus, direito a Oran, na outra margem. A história tem muitas semelhanças e também havemos de passar 9 horas embarcados no ferry. Não tenho é bigode (pelo menos grande parte do ano), o veículo não se chama Zeus e tenciono regressar a casa.
Nefelibata magrebina
Descobri então que sou uma nefelibata. Nefelibata vem do grego "nephele" (nuvem) e "batha", (em que se pode andar). Aquela que "anda nas nuvens". Em literatura, diz-se do escritor que não obedece a regras literárias. É suposto tratar-se de uma pessoa idealista, que vive fugindo da realidade e que utiliza adjectivos menos simpáticos para qualificar aqueles que discordam dela. Também costumam achar que as suas ideias são extremamente progressistas. LOL. Ou seja, têm a mania que têm razão e só dizem disparate! Descrição perfeita.
A citação de Teixeira Gomes que me relembra o quanto as minhas páginas (minhas e dos outros) me fazem falta, e à conta da qual a wikipédia o refere como um escritor nefelibata:
"A política longe de me oferecer encantos ou compensações converteu-se para mim, talvez por exagerada sensibilidade minha, num sacrifício inglório. Dia a dia, vejo desfolhar, de uma imaginária jarra de cristal, as minhas ilusões políticas. Sinto uma necessidade, porventura fisiológica, de voltar às minhas preferências, às minhas cadeiras e aos meus livros."
Isto para dizer que o senhor viveu e morreu em Bougie, onde parece ter direito a monumento, a uma praça e uma escola em Argel.
O bigode de Zeus
Estou literalmente em contagem decrescente, em modo campeonato, mas ainda assim consigo fazer umas breves pesquisas. Eu que já estava com ideias de ficar por lá exilada, descobri que nem nisto consigo ser original. Não é que Manuel Teixeira Gomes, 7º presidente da primeira república portuguesa, num puro devaneio literário e fartinho da política caseira, auto-exilou-se em Argel? Embarcou num paquete chamado Zeus, direito a Oran, na outra margem. A história tem muitas semelhanças e também havemos de passar 9 horas embarcados no ferry. Não tenho é bigode (pelo menos grande parte do ano), o veículo não se chama Zeus e tenciono regressar a casa.
Nefelibata magrebina
Descobri então que sou uma nefelibata. Nefelibata vem do grego "nephele" (nuvem) e "batha", (em que se pode andar). Aquela que "anda nas nuvens". Em literatura, diz-se do escritor que não obedece a regras literárias. É suposto tratar-se de uma pessoa idealista, que vive fugindo da realidade e que utiliza adjectivos menos simpáticos para qualificar aqueles que discordam dela. Também costumam achar que as suas ideias são extremamente progressistas. LOL. Ou seja, têm a mania que têm razão e só dizem disparate! Descrição perfeita.
A citação de Teixeira Gomes que me relembra o quanto as minhas páginas (minhas e dos outros) me fazem falta, e à conta da qual a wikipédia o refere como um escritor nefelibata:
"A política longe de me oferecer encantos ou compensações converteu-se para mim, talvez por exagerada sensibilidade minha, num sacrifício inglório. Dia a dia, vejo desfolhar, de uma imaginária jarra de cristal, as minhas ilusões políticas. Sinto uma necessidade, porventura fisiológica, de voltar às minhas preferências, às minhas cadeiras e aos meus livros."
Isto para dizer que o senhor viveu e morreu em Bougie, onde parece ter direito a monumento, a uma praça e uma escola em Argel.
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